Salário emocional: Quando o Dinheiro não é tudo. | Qual É ?!

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Salário emocional: Quando o Dinheiro não é tudo.

Atualmente a satisfação do funcionário, do liderado, está mais ligada ao bom ambiente de trabalho, as perspectivas de crescimento e ao reconhecimento do que apenas a questão financeira. Pena que os nossos líderes não estão preparados para isso. Com a chegada da geração Y, essa remuneração chamada de Salário Emocional que consiste unicamente em fatores emocionais é o que motivam os funcionários a permanecer na empresa.

Quem paga esse salário emocional não é o DP ou o RH da empresa, quem paga é o líder responsável pela qualidade, pelo desenvolvimento, pelas oportunidades, pelos feedbacks, e por todo aprendizado e motivação da carreira
das pessoas da sua equipe. Pessoas da sua equipe, não funcionários da sua equipe.
O grande fato é que as pessoas não trocam de emprego, trocam de chefe. A figura do presidente da companhia, em sua grande maioria foca apenas em resultados, não dão valor a esse salário emocional, logo seus diretores não o recebem, e automaticamente não os repassam para o restante da equipe.
Esse comportamento só pode chegar a um resultado: Assédio moral, humilhação, desmotivação etc.
Como pagar esse salário emocional de forma concreta? Investindo em retenção das pessoas, se preocupando com as pessoas, criando possibilidades de crescimento pessoal, gerando novos desafios. Estimulando o líderes a se atualizarem através de programas de gestão, liderança e coaching para desenvolver esta habilidade.
O principal fator que motiva as pessoas está diretamente ligado ao progresso da carreira, ao aprendizado e ao desenvolvimento. O segundo fator motivacional são as atividades, o trabalho precisa ser desafiador, precisa ser motivador e prazeroso. E o terceiro, é o trabalho fazer diferença e trazer uma efetiva contribuição para a companhia e para a carreira (depois leiam: Qual o resultado que importa…). Enquanto a remuneração é o quarto motivo.

Para a companhia oferecer esse salário emocional é necessário deixar claro as regras como em qualquer outro plano de carreira, quais os critérios de promoções, o que se espera de cada profissional, quais as metas para cumprir o planejamento da companhia. Isso é importante para que não sejam eleitos os preferidos, e sim que as recompensas sejam entregues por méritos e por entrega de resultados.
O salário emocional traz como maior beneficio para a companhia o comprometimento, a qualidade do atendimento tanto ao cliente quanto ao atendimento aos outros setores.
E para esta gestão seja eficiente, é fundamental a participação estratégica da área de Recursos Humanos, propondo alternativas, atuando junto às lideranças, monitorando o clima organizacional, planejando ações para proporcionar qualidade de vida no trabalho.
Por isso, podemos dizer que o “salário emocional” está diretamente relacionado ao clima organizacional e ao desempenho dos profissionais. O desafio para os gestores é que sua companhia seja vista como um desafio para seus colaboradores!
Agora fica a grande dica: Para você saber qual é o salário emocional que lhe motiva, você precisa ter um plano, uma ideia (não, uma certeza) do que você quer para sua carreira. E se livrar logo dos chefes que não estão atualizados, porque se você ficar perdendo tempo, você se acomoda e vai começar a aceitar tarefas, trabalhos que não vão te levar a lugar nenhum no futuro. Muita das vezes nossos valores, nossos planos, nossos desejos, nosso coração deve ser ouvido mais do que qualquer contra cheque cheio de desconto entre impostos e taxas sindicalistas. Aff me desculpem esse último parágrafo foi um desabafo.

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